quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Tabela periódica pode ganhar nova linha pela primeira vez na história

Cientistas do Japão tentam sintetizar o elemento químico 119, “jamais criado no universo”

                 Instalações do laboratório Nishina, local das pesquisas com o elemento 119. 

Uma equipe de cientistas no Japão acaba de iniciar um dos projetos mais apaixonantes da física nos últimos tempos: a busca do elemento 119 da tabela periódica, "nunca visto e nunca criado na história do universo", disse o físico Hideto Enyo, líder da iniciativa.
O novo elemento, batizado temporariamente de ununennio (um, um, nove, em latim), inauguraria uma nova linha seria a oitava  na tabela periódica proposta em 1869 pelo químico russo Dmitri Mendeleev. A ordem da primeira coluna, recitada de cor por qualquer estudante, ficaria assim: hidrogênio, lítio, sódio, potássio, rubídio, césio, frâncio e ununennio.
Enyo comanda o laboratório Nishina, do centro de pesquisa Riken, um acelerador de partículas localizado nas proximidades de Tóquio. No laboratório, os cientistas planejam disparar feixes de vanádio, um metal, contra um alvo de cúrio, um elemento mais pesado que não existe naturalmente no ambiente terrestre. A teoria é simples: o núcleo do átomo de vanádio possui 23 prótons. O do cúrio tem 96. Unidos, criariam um elemento superpesado com 119 prótons. Mas não é tão fácil.
"Todos somos poeira das estrelas", lembra o físico nuclear José Luis Taín, parafraseando o famoso astrônomo norte-americano Carl Sagan. A equipe de Taín, que não tem participação na busca do elemento 119, lidera outro experimento no Riken para investigar como são formados os elementos pesados no universo. Os mais leves, como o hidrogênio (um próton) e o hélio (dois prótons), foram formados imediatamente após o Big Bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos. Os outros, mesmo o ferro, surgiram de uma fusão nuclear no interior das estrelas. Mas, depois do ferro, com 26 prótons, a origem é mais confusa.
"Acreditamos que, para formar elementos mais pesados do que o ferro, são necessários eventos explosivos, como supernovas [explosões de estrelas muito maciças] ou fusões de estrelas de nêutrons", afirma Taín, pesquisador do Instituto de Física Corpuscular, em Paterna (Valência). Nesses cataclismos cósmicos, ocorre um rápido processo de captura de nêutrons, que, quando desintegrados, formam prótons. Isso criaria, em alguns segundos, elementos cada vez mais pesados, como o ouro (79), chumbo (82) e urânio (92). O experimento de Taín, chamado Briken, tenta imitar esses emaranhados estelares no laboratório do Japão.
Esse rápido processo de captura de nêutrons, no entanto, seria suspenso em torno do elemento 110, segundo Taín, citando as previsões teóricas atuais. Se forem corretas, o elemento 119, como afirma o cientista Enyo, jamais foi criado no universo. Nunca.
O elemento mais pesado encontrado naturalmente na Terra é o plutônio, com 94 prótons. A partir desse ponto, os núcleos não são estáveis o suficiente. Os últimos elementos sintetizados  nihônio (113), moscóvio (115), tennessino (117) e oganessono (118)  são muito radioativos e existiram por alguns milésimos de segundo em um laboratório.
"Esperamos encontrar o elemento 119 em alguns anos", afirma Enyo com entusiasmo. "Já começamos a caçada, embora ainda estejamos numa fase muito preliminar", reconhece. O físico japonês sabe que outras equipes científicas de prestígio já falharam na busca do elemento 119. O centro GSI Helmholtz, em Darmstadt (Alemanha), realizou a tentativa em 2012, disparando um feixe de titânio (22) contra um alvo de berkélio (97) , sem sucesso. "Ainda não sabemos que tipo de combinação de feixes e alvos será melhor", admite Enyo.
Por que gastar tanto tempo em experimentos caríssimos para sintetizar um elemento por alguns milésimos de segundo? "Porque é muito emocionante descobrir um novo elemento, especialmente o 119, que será o primeiro da oitava linha da tabela periódica", arremata o físico japonês, resumindo o espírito curioso da ciência básica.
O químico alemão Martin Heinrich Klaproth descobriu o urânio em 1789. O nome foi inspirado no planeta Urano, que havia sido observado pela primeira vez alguns anos antes. O urânio é o elemento mais antigo na sétima linha da tabela periódica. Se, em 1789, Klaproth tivesse sido questionado com um "para que queremos isso?", não poderia ter imaginado que as usinas nucleares produziriam 17% da eletricidade mundial com o elemento mais antigo na sétima linha.
FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/04/ciencia/1515101255_058583.html, disponível em 21/02/2018.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

I MOSTRA CIENTÍFICA DO GARCIA Meio Ambiente e Sustentabilidade - Preparando um futuro melhor



1- APRESENTAÇÃO
Sustentabilidade nada mais é que o processo que assegura uma gestão responsável dos recursos naturais de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais. Nunca antes se debateu tanto sobre o meio ambiente e sustentabilidade. As graves alterações climáticas, as crises no fornecimento de água devido a falta de chuva e da destruição dos mananciais e a constatação clara de que, se nada for feito para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida deixará de existir. Cientistas, pesquisadores amadores e membros de organizações não governamentais se unem, ao redor do planeta, para discutir e levantar sugestões que possam trazer a solução definitiva ou, pelo menos, encontrar um ponto de equilíbrio que desacelere a destruição que se passa nos dias atuais. 
A conclusão, praticamente unânime, é de que políticas que visem a conservação do meio ambiente e a sustentabilidade de projetos econômicos de qualquer natureza deve sempre ser a ideia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante. Em paralelo às ações governamentais, todos os cidadãos devem ser constantemente instruídos e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Ações como destinar corretamente os resíduos domésticos, a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família. Assim, reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis, os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e atividades econômicas de qualquer natureza estarão asseguradas. Uma medida bem interessante é ensinar cada aluno a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente (suas emissões) e orientá-los a proceder de forma a neutralizá-las; garantindo a sustentabilidade no ambiente escolar e contribuindo 2 enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Esse é o grande desafio desse projeto. O mais importante de tudo é educar e fazer com que cada aluno entenda que tudo o que ele faz ou fará, gerará um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas, estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ele mesmo, e para as gerações futuras.

2- JUSTIFICATIVA
A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de ensino, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais. O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais. Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável, a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos. Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta. O trabalho de conscientização da importância da preservação do meio ambiente na escola será para resgatar a necessidade de conciliar a teoria com a prática no cotidiano, garantindo, o futuro do planeta e da humanidade. Desta forma, tem-se uma noção de que tudo está interligado. Estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que informem e orientem todos os alunos e funcionários da escola para a importância da participação e do engajamento nesse projeto e nessas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente. 4 Este projeto contempla a necessidade de pequenos atos no âmbito escolar, que serão responsáveis por grandes transformações que devem ser assumidas pelos discentes a partir da implementação do projeto, e assim, garantindo o futuro de novas gerações através de atitudes sustentáveis.


3- OBJETIVOS

  • Implantar práticas sustentáveis na escola. 
  • Identificar e promover atitudes sustentáveis no coletivo e, individualmente, agir coerentemente com elas. 
  • Desenvolver atitudes diárias de respeito ao ambiente e à sustentabilidade, apoiadas nos conteúdos trabalhados em sala de aula. 
  • Ampliar o interesse por projetos ambientais e se integrar em sua organização e implantação. 


4- METODOLOGIA
1ª Etapa: PLANEJAMENTO DAS EQUIPES 
Reunir os professores de Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia) e distribuir as turmas que cada professor irá orientar, e também o assunto que irá ser trabalhado por cada classe. É importante que a composição das equipes esteja acordada por todos, assim haverá motivação e interesse. Os assuntos a serem trabalhados são: 
1ª série: LUZ E SUAS TECNOLOGIAS 
Subtemas: 
Turma A – Produzindo pilhas com materiais alternativos 
Turma B – Fluorescência e Fosforescência (Salto Quântico) 
Turma C – Fotossíntese Fototropismo 
Turma D e E – Decomposição da Luz (Formação do arco-íris) 
Turma F – Refração da luz 

2ª série: ÁGUA 
Subtemas: 
Turma A – Tratamento da água (ETA e ETE) 
Turma B – Reaproveitamento da água da chuva pela escola 
Turma C – Fabricando filtros caseiros 
Turma D – Movimento das águas que produz energia 
Turma E – Chuva ácida e poluição das águas 
Turma F – Dessalinização da água 

3ª série: RESÍDUOS 
Subtemas: 
Turma A – Reciclagem de papel da escola 
Turma B – Produzindo sabão com resto de óleo 
Turma C – Reciclagem de latinhas e pets 
Turma D – Aterros sanitários, lixões, compostagem e biodigestores 

No primeiro encontro com a turma cada professor-orientador deve iniciar com uma conversa sobre a importância de criar um ambiente voltado à sustentabilidade. Em seguida, irá propor 7 a formação de grupos dentro de cada equipe para a execução de tarefas, como por exemplo: ornamentação do stand, confecção de banner, etc. O gestor pode organizar a formação dos grupos, estimar os tempos e objetivos das tarefas e sugerir parcerias. 

2ª Etapa: CONSTANTE ORIENTAÇÃO 
O professor-orientador deve acompanhar o andamento das execuções das tarefas constantemente, anotando os resultados e as pendências. Reunir os envolvidos para fazer as avaliações coletivas das medidas adotadas. Não hesitar na hora de reforçar os princípios do projeto sempre que julgar necessário e levar em consideração novas sugestões e soluções propostas por alunos, educadores ou famílias. É importante ter em mente que essa orientação do professor é fundamental para o êxito do projeto. 

3ª Etapa: CULMINÂNCIA DO PROJETO 
No dia 19 de novembro de 2015, a partir das 14h, acontecerá a culminância do projeto MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE – PREPARANDO UM FUTURO MELHOR. Na ocasião, serão expostos os trabalhos produzidos pelos alunos em stands montados dentro da escola, sob a orientação dos seus professores, numa reflexão acerca desse tema relevante para o futuro do planeta e das novas gerações. Neste momento as equipes serão avaliadas por professores convidados. Essa avaliação servirá como nota parcial da 4ª unidade, que será dividida da seguinte forma: projeto valendo até 5,0 pontos; avaliação através dos cadernos por área realizada no final da unidade valendo até 4,0; e, atividades pedagógicas realizadas na 4ª unidade durante as aulas dos conteúdos, valendo até 1,0 ponto.


5- AVALIAÇÃO
Retome os objetivos do projeto, recordando o que a escola espera alcançar, e questione se eles foram atingidos, total ou parcialmente. Monte uma pauta de avaliação sobre cada item trabalhado e retome aqueles que merecem mais aprofundamento. Avalie também o envolvimento das equipes e dos alunos, se todos estão interessados na questão ambiental e se eles mudaram as atitudes cotidianas em relação ao desperdício e ao consumo.